segunda-feira, 5 de março de 2018

Benefício a custa do povo.


“Ai daquele que edifica a sua casa com injustiça, e os seus aposentos sem direito, que se serve do serviço do seu próximo sem remunerá-lo, e não lhe dá o salário do seu trabalho” Jeremias 22:13

Jeoaquim governou Judá por onze anos e tinha uma vida espiritual confusa, pois promoveu escandalosa idolatria. Embora tivesse realizado muitas obras públicas, mesmo assim foi um rei mau para o povo.

Ele ampliou e ornamentou o próprio palácio e ao mesmo tempo oprimiu economicamente o povo de Judá, obrigando pesadas taxas, a fim de poder pagar os tributos exigidos pelo Egito (ver II Reis 23,35-37).

O profeta Jeremias referiu-se a ele em termos adversos apresentando a pior condenação, pois foram muitos os pecados, fracassos e exageros de Jeoaquim, em desfavor do povo.

Podemos perceber e entender que a história se repete, mudam os personagens mas o enredo é o mesmo. Vivemos uma época em que muitos líderes religiosos, políticos etc… estão tendo benefício as custas do povo; pois isso é nítido e escancarado para qualquer pessoa enxergar.

Veja que o rei edificou seu palácio com dinheiro público e com trabalho forçado ou serviço exercido para outra pessoa, sem pagar os devidos salários. Outrossim abusava dos judeus, que no texto Bíblico são chamados de “próximo”.

Entretanto, demonstrou uma espécie de injustiça contra o próprio povo, através do trabalho forçado, em favor de seus desejos egoístas, atraindo cada vez mais a ostentação e riqueza para si, provavelmente era impulsionado pela vanglória, em querer imitar Faraó Neco.

Em meio à tensão econômica da época com seu reinado a beira da ruína, continuou edificando o palácio, fazendo seus súditos gemerem debaixo de seu poder, suas cargas imensas e extorsões. Bem como, ele conseguiu servir a si mesmo da maneira mais aberta possível e esquecendo do seu próximo que eram as pessoas necessitadas.

Seu pai Josias foi um grande rei de Judá, mas seu filho Jeoaquim sempre valorizou e priorizou a prosperidade, ao contrário de ter um relacionamento de submissão em obediência a Deus.

Deus decretou juízo sobre ele, pois era mal, infiel, obstinado e duro de coração desde a sua infância, embora havia sido advertido por Deus, mas recusou (Jeremias 22,21).

Líderes! Prestem atenção, cuidado em rejeitar a advertência de Deus para a sua vida.

Que venhamos nos arrepender, confessar nossos erros e pecados praticados, no sentido de não usurpar do desfavorecido o seu sustento, para satisfazer nossas vaidades egoístas, em busca de riquezas, viagens, mansões, carrões, fazenda etc, usando tudo para benefício próprio. Mas, façamos o que diz a Bíblia, peça apenas o suficiente (Provérbio 30,8).

Veja! “Porque não há autoridade que não venha de Deus” Saiba, que Deus permite a toda autoridade “lideres” que exerçam suas funções sob a sua soberana vontade, pois a função de uma autoridade é agir em favor do dever de proteger e servir as pessoas.

Quando as autoridades (líderes) esquecem e deixam de servir exercendo o poder que foi permitido a elas, trairão suas responsabilidades para com o povo e tenha certeza que irão responder por suas atitudes a Deus.

Deus vos abençoe

Pr. Charles Fernandes
Bacharel em Teologia, Administração Finan
Pós-graduação em Gestão e Metodologia do Ensino Superior Interdisciplinar